Olá, seja bem vindo(a)!

Bem, somente quem é ou já foi gordinho para entender, plenamente, as entrelinhas do que está escrito neste blog e compreender o que enfrentei! Desde pequenininha sempre fui rechonchuda (uma gracinha, segundo minha mãe, claro!). Em minha adolescência, acabei crescendo e desenvolvendo meu corpo mais rápido do que a média das minhas amigas com a mesma idade. Para alguns, não era, na verdade, gorda, mas, ao me comparar com as outras, a mim parecia (e ainda acho que eu era, apesar de meu marido, à época namorado, insistir que eu era apenas mais gostosa que as outras - e, pasmem, ele ainda me acha gostosa! Talvez, por isso, eu ache que sua opinião não conta muito, né?!) que eu era gorda! Fato curioso foi meu filho, aos 14 anos, antes de perceber que se tratava de minha foto com esta mesma idade, exclamar: "nossa que gostosa, pai...putz, é minha mãe!!!". Isso deveria ser suficiente para que eu me convencesse de que não era gorda...mas não convence. O tempo passou e, após 20 anos, 2 gravidezes, muita comida e várias tentativas contrárias, eu fiquei (hoje aos 39), realmente, gorda, como atestam as imagens. Não foi falta de me esforçar para emagrecer, não foi preguiça ou moleza, simplesmente eu não emagrecia! Dietas, medicamentos e exercícios não faltaram, mas os resultados eram mínimos e o peso sempre retornava. O lado positivo é que, agora, eu não posso ser acusada de estar enganada quanto à minha auto-imagem...não que isso seja alguma vantagem...acho! O lado negativo é que...eu estou GORDA!!! E isso é bastante negativo, não acham?! Foi a partir dessa constatação que decidi encarar uma cirurgia bariátrica, da qual descrevo minhas impressões diárias e registro neste blog para compartilhar com você que esteja enfrentando o mesmo problema, espero que ajude! Boa leitura!

Por Helaine S. C. Mamede

terça-feira, 30 de abril de 2013

SEXTO DIA

Estou triste, chorosa, e com raiva, o Walner teve que voltar a Brasilia, sua vida não pode parar. Ele cuidou de mim esses dias e foi muito bom me sentir protegida, hoje estou tentando ser forte, mas estou parecendo um bebe chorão. Minha mãe tem ajudado muito, fica com minha filha, pois eu não posso pegá-la, dar banho, entre outras coisas. Minha irmã e meu filho de 15 anos, também estão me apoiando. Minha filha fica pela mãe na casa da minha mãe, a tarde ela vem pra dormir, e mais tarde, ou minha mãe, ou meu filho ficam com ela. Meu anjinho toda hora beija minha barriga dizendo que o dodói vai sarar. Ela é uma gracinha, e está me ajudando muito, compreendendo a situação. Ela quer ficar ao meu lado, mas da beijos e diz pra eu "nanar".
Estou com muitas dores lombares e no pescoço, não consigo dormir virada para o lado esquerdo, dói tanto o local do dreno como perto das costelas. As noites ainda não estão repousantes.

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