Oi! Saí do hospital hoje pela manhã. Ainda não me sinto magra...rsss...O médico foi ao meu quarto para me examinar e dar a alta, o que durou incríveis 3 minutos!!! Considerando o valor pago pela diferença entre enfermaria e quarto (não coberta pelo plano de saúde), esperava que a equipe médica (no caso, uma "euquipe", já que apenas o cirurgião esteve em meu quarto, apesar de todos receberem seu quinhão da diferença paga) viesse me ver com mais frequência e dedicasse um pouco mais de atenção do que míseros 5 minutos em 24 horas de internação (fora a UTI)!!! Nem a prescrição médica e os esclarecimentos sobre a medicação ele fez, para não perder tempo, apenas informou que deveríamos pegá-la no Depto. de Internação, onde já estaria pronta. Ficamos pensando se na enfermaria o médico visitaria menos ainda seus pacientes!...Eu não perguntei, mas o "bocudo" do meu marido não podia resistir à tentação de provocar o "doutor". A conversa foi, mais ou menos, assim:
- Doutor, poderia me esclarecer uma dúvida sobre algo que tem ocorrido sempre que interno um parente?
- Claro, do que se trata?
- Bem...(ele até que procurou as melhores palavras para não parecer petulante, mas...), existe uma taxa que deve ser paga quando utilizamos o quarto, que torna a internação mais cara do que na enfermaria. Entendo a cobrança pelo hospital, já que as acomodações são melhores, mas por que a equipe médica deve receber essa diferença também?
- É porque você opta por não ter essa cobertura pelo plano de saúde, pagando-a à vista.
Eu, sinceramente, esperava uma resposta diferente daquela dada por duas pessoas no Depto. de Internação e pela assistente de enfermagem, porque essa resposta é como dizer que "Deus existe porque está escrito na Bíblia, que foi inspirada em revelação divina"! É um círculo vicioso, entende?! E nada explica! Não satisfeito, meu marido insiste, por um caminho diferente:
- Entendo...mas, o que quero saber, mesmo, é se o pagamento dessa diferença dá direito a um tratamento especial não recebido por quem está na enfermaria! Mais atenção, medicamentos e roupa de cama melhores, maiores cuidados...essa coisas! (é claro que ele sabia que isso não existia...como eu disse, só estava provocando para ver como o médico se saia!)
- Claro que não! Isso seria anti-ético! O tratamento é exatamente o mesmo! (kkk...caiu como um patinho!)
- Sei...obrigado pelos esclarecimentos!
Impressionante, né?! Como já estava claro, não existe nenhuma justificativa para a cobrança da tal taxa pela equipe médica, a não ser a maximização dos lucros que já não são poucos!!! Pra mim, absurdo e imoral! Mas o problema é que não temos a quem recorrer, somos reféns dessa indústria da saúde protegida pelo CFM e nada podemos fazer...se reclamamos (e isso tem que ser feito depois da alta, claro!), nada acontece e teremos medo de voltar ao mesmo hospital no futuro ou de ser atendidos pelos mesmos profissionais...Ah, outro fato que ocorreu foi a cobrança, pelo hospital, de 48h de internação no quarto, sendo que fiquei apenas 24h após a UTI! A justificativa foi de que, antes de ir para a sala de cirurgia eu utilizei o quarto. Coisa nenhuma, foi esperteza deles, pois apenas o utilizei para trocar de roupa e esperar a maca para me levar para a cirurgia! Isso eu poderia fazer na enfermaria mesmo, mas não me informaram sobre isso e sim que eu ficaria 48h no quarto no pós-cirúrgico quando fomos pagar! É bom você, que está querendo fazer um procedimento cirúrgico, se informar direitinho sobre isso antes de pagar qualquer taxa!
Bem, voltando ao assunto principal desse blog, ou seja, eu (rsss)...acordei melhor hoje, mas ainda bem indisposta e com algumas dores...também dormi, razoavelmente, só não foi melhor porque as enfermeiras não deixavam com o entra-e-sai do quarto! "Levantamos acampamento" às 10h. Pedimos (com certa insistência) uma cadeira de rodas para que eu me deslocasse até a saída do hospital. Na verdade, não deveríamos ter que pedir e sim a enfermagem que deveria insistir para usarmos, como segurança para o paciente e o próprio hospital, mas isso não aconteceu, aliás, nunca acontece! Não trouxeram a cadeira, apenas indicaram ao meu marido onde buscá-la, sem sequer fazer sua higienização para se evitar infecção hospitalar. Ele assim o fez, cobrindo-a com um lençol limpo para eu me sentar e empurrando-a para a saída que ficava em outro andar. Isso mesmo, ninguém da enfermagem nos acompanhou, se quiséssemos poderíamos ter levado a cadeira para casa, pois ficou na calçada.
Chegando em casa, muuuito indisposta e com sensações de desmaio, me deitei. Minha mãe fez um caldo de feijão com carne coado pra mim, foi um alívio! Meu ânimo até melhorou! Meu marido foi à drogaria aviar a receita (Tecta 40mg, Ceclor 375mg/5ml, Meclin 50mg, Lisador gts, Vonau 8mg, Mylicon gts). Após alguns orçamentos por telefone, que giraram em torno de R$400,00-R$450,00, ele, que também é farmacêutico, resolveu solicitar a troca dos medicamentos referência por genéricos e similares, a conta caiu para R$150,00 e uns quebrados...uma diferença monstruosa! Médicos adoram medicamentos referência...mérito dos propagandistas da indústria farmacêutica! Se você não fica atento, gasta sem necessidade! Comecei a tomar os remédios e as dores e o enjôo melhoraram bastante...ainda bem!
Após acordar, caminhei um pouco pela casa, tomei água de côco, leite NanSoy e, agora à noite, bebi, novamente, o caldo. Tendo dormido a tarde inteira, intercalando com idas rápidas ao banheiro, de quem fiquei amiga íntima, acabei sem sono. Meu marido me deu Dramin gotas, que, além de melhorar o enjôo, dá sono. Perfeito, já estou morrendo de sono...primeiro, banheiro, aí vou eu...!
Helaine S. C. Mamede