Olá, seja bem vindo(a)!

Bem, somente quem é ou já foi gordinho para entender, plenamente, as entrelinhas do que está escrito neste blog e compreender o que enfrentei! Desde pequenininha sempre fui rechonchuda (uma gracinha, segundo minha mãe, claro!). Em minha adolescência, acabei crescendo e desenvolvendo meu corpo mais rápido do que a média das minhas amigas com a mesma idade. Para alguns, não era, na verdade, gorda, mas, ao me comparar com as outras, a mim parecia (e ainda acho que eu era, apesar de meu marido, à época namorado, insistir que eu era apenas mais gostosa que as outras - e, pasmem, ele ainda me acha gostosa! Talvez, por isso, eu ache que sua opinião não conta muito, né?!) que eu era gorda! Fato curioso foi meu filho, aos 14 anos, antes de perceber que se tratava de minha foto com esta mesma idade, exclamar: "nossa que gostosa, pai...putz, é minha mãe!!!". Isso deveria ser suficiente para que eu me convencesse de que não era gorda...mas não convence. O tempo passou e, após 20 anos, 2 gravidezes, muita comida e várias tentativas contrárias, eu fiquei (hoje aos 39), realmente, gorda, como atestam as imagens. Não foi falta de me esforçar para emagrecer, não foi preguiça ou moleza, simplesmente eu não emagrecia! Dietas, medicamentos e exercícios não faltaram, mas os resultados eram mínimos e o peso sempre retornava. O lado positivo é que, agora, eu não posso ser acusada de estar enganada quanto à minha auto-imagem...não que isso seja alguma vantagem...acho! O lado negativo é que...eu estou GORDA!!! E isso é bastante negativo, não acham?! Foi a partir dessa constatação que decidi encarar uma cirurgia bariátrica, da qual descrevo minhas impressões diárias e registro neste blog para compartilhar com você que esteja enfrentando o mesmo problema, espero que ajude! Boa leitura!

Por Helaine S. C. Mamede

sexta-feira, 10 de maio de 2013

DECIMO SEXTO

Não vejo a hora do walner chegar, eu hoje levantei, troquei de roupa, pra sair de casa, tinha que ir vacinar a Naisha, ir a farmácia e comprar um lembrança do dia das mães pra minha sogra e minha cunhada. Só consegui sair de casa depois das 14:30. Fui comprar os presentes, depois fui a farmácia, tudo isso com minha mãe dirigindo. Passei mal umas 3 vezes e voltei pra casa o mais rápido possível para diminuir o mal estar. Só queria deitar e ficar quietinha.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

OITAVO DIA

As 7:00 acordei assustada, por causa de pesadelos, consegui  dormir um pouco até as 9:00. Tive que levantar, tomar banho e me arrumar, para ir ao hospital para tirar os pontos e o dreno que incomoda muito. Combinei com minha cunhada para me levar as 10:30,  e ela é pontual. Demorei 1:00 hora para chegar até o hospital, que é perto da minha casa, a pressão baixou três vezes, tive que parar sentar, deitar colocar sal debaixo da lingua as três vezes. Cheguei ao hospital d demorou uma hora para ser atendida. Uma auxiliar de enfermagem tirou os pontos e ligou para o médico para saber se podia tirar o dreno. Na hora da retirada do dreno fechei os olhos, a auxiliar disse que não ia doer, não doeu, mas me deu uma agonia quando senti que ela puxar aquele plastico por muito tempo (segundos), abri os olhos e vi o "enorme" plástico que foi tirado de dentro de mim. Foi muito estranho!!! Retornei para casa sem maiores incidentes. Passei a tarde lendo, consegui dormir e a noite assisti mais alguns episódios de  séries. A cada hora que tenho que tomar os antibioticos  rezo para que termine logo.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

sétimo dia

A mesma dificuldade ao levantar, pressão baixa, sensação de vertigem, estomago embrulhado,... Demorei a levantar. Como era feriado meu filho estava em casa, junto com meu cunhado Pedro. Minha filha foi passear com meus pais. Levantei antes do almoço, tomei meu caldo, pela primeira vez consegui assistir um episodio completo do seriado NCSI, voltei para cama para esticar o corpo e tentar ler. Consegui ler um puco, mas ficou difícil quando começei a ouvir a barulheira que vinha da festa em comemoração ao Dia do trabalhador, na Praça do parque Amazonas, que durou até as 2:00 da madrugada do dia 02 de maio. Se eu não estive de cama e tivesse que levantar 4 horas depois para ir trabalhar, eu estaria extremamente nervosa, irritada...

terça-feira, 30 de abril de 2013

SEXTO DIA

Estou triste, chorosa, e com raiva, o Walner teve que voltar a Brasilia, sua vida não pode parar. Ele cuidou de mim esses dias e foi muito bom me sentir protegida, hoje estou tentando ser forte, mas estou parecendo um bebe chorão. Minha mãe tem ajudado muito, fica com minha filha, pois eu não posso pegá-la, dar banho, entre outras coisas. Minha irmã e meu filho de 15 anos, também estão me apoiando. Minha filha fica pela mãe na casa da minha mãe, a tarde ela vem pra dormir, e mais tarde, ou minha mãe, ou meu filho ficam com ela. Meu anjinho toda hora beija minha barriga dizendo que o dodói vai sarar. Ela é uma gracinha, e está me ajudando muito, compreendendo a situação. Ela quer ficar ao meu lado, mas da beijos e diz pra eu "nanar".
Estou com muitas dores lombares e no pescoço, não consigo dormir virada para o lado esquerdo, dói tanto o local do dreno como perto das costelas. As noites ainda não estão repousantes.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Quinto dia

Hoje o dia não foi nada agradável. Acordei as 8:30 levantei, fui direto ao banheiro, evacuar, votei pra cama, novamente fui ao banheiro depois de 5 minutos, até completar 9:30 fui ao banheiro 5 vezes. Na ultima vez a pressão baixou gritei meu esposo, chorei de medo, depois de 10 minutos retornei ao normal. Chorei, chorei, chorei, me acalmei chorei mais um pouco. Tomei antibiótico, dipirona, pra gases, leite de soja, e fiquei a manhã inteira na cama. Levantei na hora do almoço. Outro mal estar, mais remédios, para gases, para dor, antinflamatorio, mas finalmente consegui assistir um episodio do seriado beauty of the beast , voltei pra cama e tentei ler um um pouco. Estava muito impaciente e fui dormir, as 17:00 levantei. O sono está leve desagradável, Tentei assistir outro filme mas não consegui. voltei a cama e li um pouco, assim o tempo passou. Dor nas costas começa a incomodar. A noite mais remédios...em relação as refeições pela manhã tomei, leite de soja (150ml), água de coco, no almoço caldo de feijão e carne (150ml), durante a tarde chá de erva cidreira e gelatina de morango, jantei caldo de legumes, água de coco, e antes de dormir tomei Ades de morango. Meu esposo queria que eu tentasse comer gelatina, mas eu disse que não tava afim. Falou que eu tinha que forçar um pouco pra não ficar desnutrida, mas mesmo assim não comi, estou com medo de passar mal, então sigo a dieta direitinho. Ainda não consigo beber 2l de água por dia. Ainda estou no 750ml.

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domingo, 28 de abril de 2013

QUARTO DIA - Domingo

Domingo... como era bom estar em casa!!!! Meu humor não estava dos melhores, mas mesmo assim, não tinha como explodir com minha família ajudando tanto. O incrível foi a reação da minha filha que tem 2 aninhos....ela é muito apegada a mim, tudo é mamãe e colo e neste momento ele se mostra madura parecendo que sabe que a mamãe não tem como cuidar dela. Volto já...banheiro. Como eu estava com vontade de dormir na minha cama. Pensei que seria uma noite maravilhosa!!! Doce ilusão. Lógico que muito melhor do que estar na cama de um hospital, com aqueles travesseiros horrorosos e tendo que acordar de hora em hora pra tomar algum tipo de medicação, visto que toda hora que alguém entrava no quarto, a delicadeza era tanta que eu acordava. Meu esposo foi dormir de madrugada, estudando e velando por mim a noite passada toda e essa noite também teria o merecido sono dos deuses.
Passei a maior parte do dia na cama, as poucas vezes que levantei foi pra ir ao banheiro. Tentei ler, estudar, assistir tv, mas nada, as dores me incomodavam muito, gases acumulados. Para que isso melhorasse eu tinha que caminhar, mas quem disse que eu conseguia ficar em pé mais que alguns poucos minutos. O banho era sentada e na hora de me enxugar, meu esposo me ajudava. Ele estava sendo maravilhoso. E toda vez que me dava água rala pra tomar ficava triste por eu não poder comer o mesmo que ele. Estou me sentindo muito fraca, mas segundo postagem em outras pessoas que passaram por esta cirurgia isso é normal.


sábado, 27 de abril de 2013

O terceiro dia...

Oi! Saí do hospital hoje pela manhã. Ainda não me sinto magra...rsss...O médico foi ao meu quarto para me examinar e dar a alta, o que durou incríveis 3 minutos!!! Considerando o valor pago pela diferença entre enfermaria e quarto (não coberta pelo plano de saúde), esperava que a equipe médica (no caso, uma "euquipe", já que apenas o cirurgião esteve em meu quarto, apesar de todos receberem seu quinhão da diferença paga) viesse me ver com mais frequência e dedicasse um pouco mais de atenção do que míseros 5 minutos em 24 horas de internação (fora a UTI)!!! Nem a prescrição médica e os esclarecimentos sobre a medicação ele fez, para não perder tempo, apenas informou que deveríamos pegá-la no Depto. de Internação, onde já estaria pronta. Ficamos pensando se na enfermaria o médico visitaria menos ainda seus pacientes!...Eu não perguntei, mas o "bocudo" do meu marido não podia resistir à tentação de provocar o "doutor". A conversa foi, mais ou menos, assim:
- Doutor, poderia me esclarecer uma dúvida sobre algo que tem ocorrido sempre que interno um parente?
- Claro, do que se trata?
- Bem...(ele até que procurou as melhores palavras para não parecer petulante, mas...), existe uma taxa que deve ser paga quando utilizamos o quarto, que torna a internação mais cara do que na enfermaria. Entendo a cobrança pelo hospital, já que as acomodações são melhores, mas por que a equipe médica deve receber essa diferença também?
- É porque você opta por não ter essa cobertura pelo plano de saúde, pagando-a à vista.

Eu, sinceramente, esperava uma resposta diferente daquela dada por duas pessoas no Depto. de Internação e pela assistente de enfermagem, porque essa resposta é como dizer que "Deus existe porque está escrito na Bíblia, que foi inspirada em revelação divina"! É um círculo vicioso, entende?! E nada explica! Não satisfeito, meu marido insiste, por um caminho diferente:

- Entendo...mas, o que quero saber, mesmo, é se o pagamento dessa diferença dá direito a um tratamento especial não recebido por quem está na enfermaria! Mais atenção, medicamentos e roupa de cama melhores, maiores cuidados...essa coisas! (é claro que ele sabia que isso não existia...como eu disse, só estava provocando para ver como o médico se saia!)
- Claro que não! Isso seria anti-ético! O tratamento é exatamente o mesmo! (kkk...caiu como um patinho!)
- Sei...obrigado pelos esclarecimentos!

Impressionante, né?! Como já estava claro, não existe nenhuma justificativa para a cobrança da tal taxa pela equipe médica, a não ser a maximização dos lucros que já não são poucos!!! Pra mim, absurdo e imoral! Mas o problema é que não temos a quem recorrer, somos reféns dessa indústria da saúde protegida pelo CFM e nada podemos fazer...se reclamamos (e isso tem que ser feito depois da alta, claro!), nada acontece e teremos medo de voltar ao mesmo hospital no futuro ou de ser atendidos pelos mesmos profissionais...Ah, outro fato que ocorreu foi a cobrança, pelo hospital, de 48h de internação no quarto, sendo que fiquei apenas 24h após a UTI! A justificativa foi de que, antes de ir para a sala de cirurgia eu utilizei o quarto. Coisa nenhuma, foi esperteza deles, pois apenas o utilizei para trocar de roupa e esperar a maca para me levar para a cirurgia! Isso eu poderia fazer na enfermaria mesmo, mas não me informaram sobre isso e sim que eu ficaria 48h no quarto no pós-cirúrgico quando fomos pagar! É bom você, que está querendo fazer um procedimento cirúrgico, se informar direitinho sobre isso antes de pagar qualquer taxa!

Bem, voltando ao assunto principal desse blog, ou seja, eu (rsss)...acordei melhor hoje, mas ainda bem indisposta e com algumas dores...também dormi, razoavelmente, só não foi melhor porque as enfermeiras não deixavam com o entra-e-sai do quarto! "Levantamos acampamento" às 10h. Pedimos (com certa insistência) uma cadeira de rodas para que eu me deslocasse até a saída do hospital. Na verdade, não deveríamos ter que pedir e sim a enfermagem que deveria insistir para usarmos, como segurança para o paciente e o próprio hospital, mas isso não aconteceu, aliás, nunca acontece! Não trouxeram a cadeira, apenas indicaram ao meu marido onde buscá-la, sem sequer fazer sua higienização para se evitar infecção hospitalar. Ele assim o fez, cobrindo-a com um lençol limpo para eu me sentar e empurrando-a para a saída que ficava em outro andar. Isso mesmo, ninguém da enfermagem nos acompanhou, se quiséssemos poderíamos ter levado a cadeira para casa, pois ficou na calçada.

Chegando em casa, muuuito indisposta e com sensações de desmaio, me deitei. Minha mãe fez um caldo de feijão com carne coado pra mim, foi um alívio! Meu ânimo até melhorou! Meu marido foi à drogaria aviar a receita (Tecta 40mg, Ceclor 375mg/5ml, Meclin 50mg, Lisador gts, Vonau 8mg, Mylicon gts). Após alguns orçamentos por telefone, que giraram em torno de R$400,00-R$450,00, ele, que também é farmacêutico, resolveu solicitar a troca dos medicamentos referência por genéricos e similares, a conta caiu para R$150,00 e uns quebrados...uma diferença monstruosa! Médicos adoram medicamentos referência...mérito dos propagandistas da indústria farmacêutica! Se você não fica atento, gasta sem necessidade! Comecei a tomar os remédios e as dores e o enjôo melhoraram bastante...ainda bem!

Após acordar, caminhei um pouco pela casa, tomei água de côco, leite NanSoy e, agora à noite, bebi, novamente, o caldo. Tendo dormido a tarde inteira, intercalando com idas rápidas ao banheiro, de quem fiquei amiga íntima, acabei sem sono. Meu marido me deu Dramin gotas, que, além de melhorar o enjôo, dá sono. Perfeito, já estou morrendo de sono...primeiro, banheiro, aí vou eu...!

Helaine S. C. Mamede